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Fórum Mundial Social
As inscrições para individuos se encerram dia 30 de novembro, tá em cima da hora mas ainda dá tempo. Um mundo melhor É possível, questão de desligar o computador e fazer alguma coisa.
Escrito por sartorato às 14h04
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Eleições
E estamos aqui ainda espantados com o fenômeno Bush na “América (?)”. Quando pensamos que as coisas vão para um caminho um pouco mais racional, somos surpreendidos com a maior votação da história dos Estados Unidos.
Numa visão mais impulsiva diria que as eleições de 2004 foram decepcionantes aqui no Brasil também, como de fato foram. Porém, precisamos observar que aqui perto de nós a esquerda política conquistou importantes vitórias, algumas até mesmo históricas. Verificando resultados da América do Sul, você encontraria apenas dois países ainda com políticas de caráter neoliberal, Colômbia e Peru.
A conquista mais recente (e talvez mais importante) foi a do Uruguai pela Frente Ampla, depois de 168 anos de hegemonia dos liberais blancos e conservadores colorados. Um enorme passo social na história do país que estava meio apagado nos últimos anos.
Isso só evidencia nossa insatisfação com os norte-americanos e a falta de sincronia com a porção norte do continente. E é essa sincronia que falta para o mundo, que o faz tropeçar. Mas quer saber, ainda bem! Seria muito bom se os países subdesenvolvidos fossem uma real pedra no caminho dos EUA e seus aliados.
Escrito por Helder Capuzzo às 19h40
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Terra, gás e geladeiras
Interessante o assunto em que meu sócio entrou. Pena que o Diego não pode aprofundar-se mais no assunto pois estávamos atrasados para o show do Max de Castro que rolou quinta-feira passada.
Enfim, também acho que o Brasil tenta impor-se sobre os países vizinhos, e o caso que vem ocorrendo no Paraguai desde a semana passada não é novidade. Quantos outros fatos nos mostram esses "abusos"! O gasoduto Brasil-Bolívia está aí! Depois de assinar um compromisso com o governo boliviano, o Brasil resolveu frear as importações do gás natural porque a Petrobras encontrou na bacia de Santos várias "baciadas" de metros cúbicos do combustível.
Em contrapartida, é natural que um país lute em favor de sua soberania e seus interesses (comerciais ou não). É importante que o Brasil entre em algum acordo bilateral com a Bolívia, com a Argentina (estamos numa verdadeira guerra comercial com os hermanos devido às taxações argentinas sobre produtos brasileiros que, dizem eles, dominam as vendas por lá) e Paraguai (vide texto anterior).
Well well well... o show do Max de Castro foi realmente muito bom!
Escrito por Helder Capuzzo às 21h00
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Dois pesos, duas medidas
Pra quem reclama tanto dos abusos norte-americanos em terras latinas, às vezes nos saímos muito bem em fazer quase a mesma coisa.
Prestando mais atenção nas últimas notícias sobre as ocupações de terra no Paraguai – as ocupações de fazendas chegaram a 23 em pouco mais de um dia –, podemos perceber um padrão interessante: os “vilões” dos sem-terra paraguaios são, em sua maioria, latifundiários brasileiros, velhos conhecidos dos nossos próprios sem-terra.
Mas é claro, na verdade faz bastante sentido. Se exportar é o que importa, porque não incluir nessa conta os problemas sociais?
Escrito por sartorato às 20h47
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Hay rock si señor...
Apesar das bandas brasileiras de rock serem figurinha fácil na mídia em nossos vizinhos, o mesmo infelizmente não acontece por aqui. Seja por desinteresse do público ou falta de intere$$e das gravadoras e emissoras, o fato é que todos perdemos com isso.
Um exemplo disso é a banda colombiana Delasónica, integrada por Mario Durán, Alan Esparza, Jorge Rodriguez e Beto Ramírez, que surgiu na cidade de Colima em 2003. Eles se descrevem como "Cinco sujetos influenciados por la música contemporánea, la cultura pop, el diseño, la ciudad y la playa, dañados un poco del cerebro por la maldita injusticia de la vida, la incorrespondencia del amor o el excesivo volumen de sus guitarras".

Entre suas influencias estão o Smashing Pumpkins, Pearl Jam (a melhor banda do mundo, dissemos eu e Ben Harper!) e Red Hot Chili Peppers. O link para o site oficial dos caras está ali ao lado, lá há dois mp3 para download gratuito, uma versão ao vivo de Volar e a lentinha Mírame Otra Vez, Bônus track do seu primeiro cd, Ven a Ver.
Escrito por sartorato às 22h07
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São necessárias apenas algumas pinturas de Frida Kahlo, uma das maiores artistas do século XX, para captar sua angústia e perplexidade para com o mundo. Ela cresceu na década de 20, período no qual a sociedade passava por diversas mudanças comportamentais definitivas na história, mas foi a partir de 1932 que a pintora chamou a atenção de todos. Sua obra muitas vezes é híbrida, mesclando a crueza do mundo com a sensibilidade que só ela alcançava.
Frida teve uma vida muito conturbada, marcada principalmente por um acidente que sofreu na juventude, cujas seqüelas (tanto físicas e psicológicas) ela carregou até o fim, e pelo seu amor incondicional por Diego Rivera, seu marido.
Fica aqui uma dica quase que obrigatória para os interessados em arte. Frida Kahlo é um símbolo de liberdade. Liberdade de traços, cores, formas, pensamento, expressão...

Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1933)
Escrito por Helder Capuzzo às 22h36
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fahren... o que?
Talvez ainda haja salvação! Não faz muito tempo que Micheal Kepp
- jornalista gringo que já mora por aqui há 21 anos - publicou na folha o texto
que eu vou colocar logo abaixo na íntegra, pra quem não assina o uol poder
ler.
Não concordo muito com a opinião do jornalista, mas achei legal que Micheal
Moore não tenha implacado por aqui. Nunca gostei dele, a impressão que me passa
é a de que o primo rico lá de cima tenta nos vender o vilão e o herói no mesmo
pacote. Por acaso ele veio nos contar alguma novidade? Não precisamos do
panfleto de Moore pra ser contra Bush, muito menos de suas investigações sobre
as ligações secretas do "homem" mais poderoso do mundo. Ele começou uma guerra,
não é suficiente?
"Fahrenheit" não se traduz em graus centígrados Micheal Kepp
Diante da antipatia brasileira por Bush, eu esperava que "Fahrenheit 11 de
Setembro" recebesse mais elogios aqui do que nos Estados Unidos e na Europa.
Afinal, apresenta uma crítica mordaz a uma pessoa que a maioria dos brasileiros
considera um líder inescrupuloso e incompetente. Mas a imprensa daqui crucificou
o filme -e em círculos progressistas se tornou até moda criticá-lo. Por
quê? Afinal, ganhou a Palma de Ouro em Cannes neste ano e é o favorito para
ficar com o Oscar de melhor documentário. Uma pesquisa da revista "Editor &
Publisher" mostrou que 56 entre 63 críticos de cinema americanos elogiaram o
filme. A imprensa brasileira chegou a uma conclusão bem mais severa. Na
Folha, um articulista o comparou a "filmes de propaganda de Stálin ou Hitler" e
um jornalista o chamou de "tendencioso e mentiroso, mas histórico". No
"Estadão", um colunista o chamou de "maniqueísta" e um crítico disse que era
"manipulador" e "panfletário confesso". No "Globo", um articulista sustentou que
o filme era um apanhado de "mentiras" e "distorções", além de chamá-lo de
"lixo", como fez o crítico da revista "Bravo", que também chamou Michael Moore
de "o perfeito idiota". Muitos de meus amigos brasileiros com idéias
progressistas também chamaram o filme de "panfletário", mas alguns gostaram dele
-apesar desse "defeito". Um amigo que ensina cinema em uma universidade carioca
disse que o filme dividiu seus 300 alunos em dois grupos antagônicos: a maioria
chamava o filme de "manipulador" e a minoria o elogiava. Talvez americanos e
brasileiros tenham reagido ao filme de modo tão diferente por causa de valores
culturais conflitantes. Nos Estados Unidos, existe uma longa tradição de
"jornalismo engajado", uma posição editorial declarada, em geral progressista,
encontrada em certos filmes, livros, jornais e revistas. Essa forma de
jornalismo -mais um ensaio denso do que uma reportagem investigativa- mostra que
o ponto de vista disfarçado da grande mídia faz com que ela ignore, distorça ou
banalize as notícias. Então, o jornalismo engajado deve preencher com uma voz
lúcida e alternativa esse vazio deixado na mídia. O filme de Moore fez isso
de modo extremamente lúdico e divertido. Também proporcionou algo que falta à
maioria dos documentários: documentos novos. Apresentou a única fita de Bush
sentado numa sala de aula, paralisado diante de uma turma de crianças por sete
minutos, depois de o segundo avião bater nas torres gêmeas. Por quê? A grande
mídia americana não estava engajada o suficiente para encontrá-la nem para
desafiar a afirmação do governo de que o Iraque tinha armas de destruição em
massa. A grande mídia no Brasil propaga o mito de que a notícia deve ser
objetiva e imparcial. E o mercado aqui é pequeno demais para sustentar qualquer
tipo de jornalismo engajado. Não é surpresa constatar que nenhum livro, filme ou
artigo de revista tenha examinado com olhar crítico a vida de Roberto Marinho ou
de ACM. A maioria dos documentários sobre famosos, como os sobre Pelé, Nelson
Freire e Paulinho de Viola, são apenas massagens no ego deles. Suas distorções
não ofendem. "Fahrenheit" também faz parte de outra tradição pouco difundida
no Brasil, o estilo agressivo de entrevistar que parece dizer "te peguei!",
introduzido por programas jornalísticos como o "60 Minutes" desde o fim dos anos
60. Porque Moore é um satírico provocador diante da câmera, a desferir ataques
pessoais contra os poderosos, seu jeito instigante deixa os brasileiros,
acostumados com homens cordiais que se mantêm nos bastidores, como o
documentarista João Moreira Salles, nada à vontade. A imprensa brasileira
preferiu "Tiros em Columbine" a "Fahrenheit" talvez porque suas teorias bem mais
radicais não foram acompanhadas por ataques pessoais, exceto por uma cena em que
Moore vai à casa de Charlton Heston para questionar a política de um grupo
liderado pelo astro, que defende a venda irrestrita de armas nos Estados Unidos.
Os críticos daqui açoitaram Moore por provocar um alvo fácil, um idoso em sua
própria casa -o que não é atitude de um homem cordial. Em resumo, muitos
brasileiros criticaram "Fahrenheit" porque sua atitude instigante e engajada vai
contra a sua tradição cultural. Pelo mesmo motivo, a maioria dos brasileiros
arrasa musicais de Hollywood e filmes que usam o beisebol como pano de fundo
metafórico. Eles não têm o vocabulário cultural necessário para apreciar esses
filmes, mantendo seu termômetro em centígrados baixos em relação a "Fahrenheit".
Escrito por sartorato às 18h07
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Abstrações
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O Brasil tem que se integrar com o restante da América Latina.
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Por que parecemos estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe?
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A área ocupada pelo Brasil é muito maior do que qualquer outra nação na região.
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Cultura? Por que será que dificilmente ouvimos alguma música de um compositor ou banda latina, por que não lemos clássicos de Borges, Cortázar, Garcia Márquez, Neruda, entre muitos outros?
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Insistimos em cultivar a cultura européia e norte-americana
LATINIDADE | EDADINITAL
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E o Mercosul, por onde anda?
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A História do Brasil não é tão diferente das "Histórias" das ex-colônias espanholas, porém essas ficam só na "estória" mesmo.
Escrito por Helder Capuzzo às 20h44
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Quanto você conhece da América Latina?
Provavelmente não é muita coisa, mas é mais do que você imagina.
Isso porque além de nosso continente ocupar um espaço muito pequeno em nossas escolas e noticiários, nos esquecemos que o Brasil
também faz parte desse mundo.
Este é um convite para esquecer por um momento o jeans e a
coca-cola, e conhecer um pouco mais de nossas próprias raízes, que se
estendem muito além das linhas imaginárias que nos separam. Não que
tenhamos que desprezar o resto do mundo, mas só conhecendo a nós mesmos
deixaremos de ser apenas almas cativas.
E sigam-nos os bons!
Escrito por sartorato às 22h45
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